19.1.12

Um dia lindo...




Hoje, recebi a visita de amigos (as) aqui na minha casa. Amigos (as), que ainda não tinha encontrado neste inicio de ano. Almoçamos, jogamos, gargalhamos, e colocamos as ultimas novidades, em dia. Foi incrível!

Amigos, família, se existe abrigo melhor, desconheço. Obrigada, universo!E, é por isso que esse ano, eu quero que as coisas aconteçam.  Quero abraços apertados e beijos molhados, quero risadas e Chopp gelado num dia de sol. Quero cheiro de mato. Quero meus amigos sempre por perto e quero falar ainda mais besteira do que o habitual. Quero rir. Quero filosofar e me indignar. Mais do que isso, quero continuar a fazer diferente, a fazer diferença. Mudar para melhor. Cada dia mais. Mas mudar, sempre. Aprender. Ensinar. Perpetuar o que vale a pena.

Quero dinheiro. Não muito, só o suficiente. Quero ter sabedoria para saber quanto é o suficiente. Quero trabalhar, mas não muito também. Tudo o que é demais é demasiado, já dizia a minha avó.

Quero criar. Um novo modo, um novo jeito, uma nova forma, um novo plano, uma história, uma família, sonhos, animais, plantas, uma saída, um refúgio secreto, um momento especial, um tempo só meu, um cantinho só nosso. Um filho.

Quero música. Ah! Como eu quero música! Quero violões e flautas e gaitas e chocalhos e sua voz cantando “I’m a Scientist” pra mim, enquanto dedilha o violão numa tarde quente e preguiçosa, sem camisa e sem preocupações, em cima da cama. 

Quero cantar. Quando canto, entro em combustão. Quando canto, existo. Quero ter o poder de inflamar a alma alheia com o som de minha voz.

Quero arte. A arte é o bálsamo da vida.

Quero amor. Quero tanto amor! Dos amigos verdadeiros que me dão força e estão sempre por perto, mesmo à distância, da minha mãe com sua doçura quase insuportável, dos meus gatos que vem se enrodilhar em minhas pernas, ronronando, da dona da banca de jornais que sempre guarda meus gibis prediletos e às vezes se “esquece” de marcar na minha conta, das minhas crianças e parceiros na ONG, dois pedaços da minh’ alma que vagam à parte do meu corpo…quero o amor. Quero o amor e as surpresas da vida. Essa sua imprevisibilidade que me apaixona cada vez mais.

Quero fazer amor. Fazer amor com o Universo. Quero uma suruba: eu, o Universo e a vida. Nós três num orgasmo cósmico. Um big bang. Delícia!

Quero paz. Quero finalmente aportar meu barco numa ilha desconhecida e fértil, onde o sol se põe tingindo o céu de laranja todos os dias e à tardinha cai aquela chuva quente e abafada. Quero um lugar que rescenda à manga madura e sossego.

Chega de tempestades em alto mar, enjôos, febres tropicais, baixas e naufrágios. Chega do balanço compulsivo das ondas e do vaivém das marés. Chega de lutar com Hidras de sete-cabeças o tempo todo. Chega de ter os lábios queimados pelo sol e o sal.

Quero finalmente por os pés em terra-firme. Senti-la imutável. Impassível. Fixa. Segura. Inabalável. Constante. Definitiva.

Quero saúde e força para realizar e viver tudo isso.

Quero sonhar e transformar: vidas, coisas, a mim mesma. Eternamente.

Quero viver.

Esse blog fica sem atualização até a segunda quinzena de fevereiro – Vou para o meio do mato,  sem celular, sem TV, sem computador e sem estresse. Uhú!