Preciso de sossego, com urgência!
Meu corpo não aguenta mais o ritmo da minh’alma. Preciso ficar horas, dias, sem pensar em absolutamente NADA. Nada, nada, nada. nada.
Quero parar. A primeira semana de 2012 viajei com a família para Búzios-RJ, mas não foi de férias, nem pra comemorar nada, foi pra dá e receber abrigo, das minhas primas(os) e tias(os). Lance pessoal, que não cabe aqui.
A primeira semana do ano, foi de encontros e desencontros, chegadas e despedidas. De tomar decisões que estavam sendo adiadas.
O momento atual, é de aceitação e desapego.
O momento atual, é de aceitação e desapego.
Estou entrando em outro ciclo. O ciclo do silêncio. Vivi 1.000 anos e 2.000 vidas. Agora quero viver uma só. Uma vida lenta e proveitosa. Doce. Como o mel escorrendo do favo.
Uma vida comigo mesma.
shhhhh…silêncio. Não fala nada.
assim…. Silêncio, me abraça e só, só.
Quando estou no silêncio da minha mente, posso acessar um estado que é calma, consciência e maturidade.
Quando esse silêncio se transforma em oxigênio, posso respirar sentimentos bons de paz e aconchego.
Posso desfrutar de um contentamento que mais parece sair do velho tédio e ser... Ser essência, amor e respeito.
No meu silencio nada é corrompido, é tudo suficiente, o calor do meu corpo, o aroma de meus cabelos e o pensamento em você. É, você, ainda continua aqui.
Sinto a necessidade sadia de glorificar meu sorriso, valorizar meus sentimentos, cuidar do meu coração.
Nesse lugar de tranqüilidade não há espaço para pensamentos ruins, tudo é luz é satisfação, tudo é meu, a melodia leve da música e o aroma doce do incenso, compõem essa harmonia.
Tudo em mim, meu, mas sem posse, apenas organizado, apenas bons sentimentos produzidos.
Nessa calma, sou feliz, aquela felicidade que não transgride, existe, e não é transportada para outro lugar é todinha aqui, em mim, no meu quarto.
