Eram os psicodélicos anos 60. Num quarto de hotel nos EUA, cinco mitos se encontravam: Bob Dylan conhecia os 4 garotos de Liverpool.
Dylan, mais safo (ou seria safado mesmo?) e com um pouco mais de tempo de estrada, em meio a viagens filosóficas, trocas de acordes e experiências sobre música e sobre tudo, tratou de introduzir os meninos a outro personagem notório da época: a maconha.
Seria a primeira vez, seguida de milhares de outras, em que John, Paul, George e Ringo ficariam chapados.
Do alto (bem alto, aliás) da “viagem” de ganja, McCartney,sempre muito sensível, teve um insight e disse ter encontrado “o sentido da vida”.
Pediu a Brian Epstein um bloquinho para anotar sua maravilhosa e revolucionária descoberta, afinal, não é todo dia que se encontra “o sentido da vida” assim, num lampejo, ou melhor, numa baforada.
Escreve, escreve…. a noite se estendeu e Paul largou o bloquinho em cima de uma mesa.
E então todos ficaram brisados, seguindo à risca o conselho de Dylan (ev’rybody must get stoned...) felicíssimos, beberam pra caramba, cantaram baladas dos ídolos Elvis e Woody Guthrie abraçados, disseram uns aos outros que se amavam e…sabe-se-lá-deus que outro tipo de bizarrice rolou naquela madrugada memorável.
Bob se foi, tinha show no dia seguinte. Os meninos ingleses adormeceram. Pela manhã, com a cabeça badalando tal qual o Big Ben, Paul achou o tal bloquinho e lembrou-se de que havia encontrado “o sentido da vida”. Resolveu ler, claro.
Estava escrito: “There are seven levels…” em letras cavalares e borradas.
Eis o sentido da vida, segundo Paul McCartney: “Existem sete níveis…”
Cabe, portanto, a cada um de nós definir de/do que.
(Os fatos narrados aqui são reais, foram retirados do livro Dylan, uma Biografia)
